Post 37Um coleccionador (investidor) adquiriu recentemente num leilão promovido pela Sotheby´s em Nova Iorque uma escultura, representando um busto de Antínoo, datada de cerca de 138 A.C. por quase 25 milhões de dolares.
Antínoo tido por alguns historiadores como amante do Imperador romano Adriano, foi venerado como um Deus após a sua morte por afogamento no Nilo em Outubro de 130 A.C, ainda que as circunstâncias em que esse evento ocorreu sejam pouco claras.
A sua vida junto de Adriano, e a influência exercida, é retratada no romance "Memórias de Adriano" da escritora francesa Marguerite Yourcenar, um livro a não perder.
A aquisição da escultura é bem elucidativa da forma como a arte é tida como um "investimento de refúgio", tal com o ouro por exemplo, em fases de forte turbulência económica/financeira como aquela que o mundo atravessa neste momento.
Porém, em qualquer circunstância, é sempre de considerar num portfólio de investimento com algum significado que uma percentagem razoável do mesmo esteja ocupada com obras de arte, as quais se forem adquiridas com aconselhamento e critério adequados garantirão certamente um rácio segurança/rentabilidade vs investimento muito satisfatório.
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Montmartre é um bairro típico de Paris inserido na colina mais alta da Cidade, o que permite que se desfrute a partir dali de uma magnifica panorâmica sobre a mesma. Durante a Idade Média tornou-se um local de peregrinação tendo sido escolhido para nele ser construida a partir de 1875 a famosa Basílica do Sagrado Coração, um dos monumentos mais visitados de França, a qual foi concluída em 1914, embora a sua consagração tenha ocorrido unicamente após o final da Primeira Guerra Mundial.
Com uma tonalidade branca que lhe é conferida pelo mármore travertino em que é construída, e com o formato de uma cruz grega, adornada por quatro cúpulas, sendo que a central tem cerca de oitenta metros de altura, esta Basílica alberga na abside uma torre que serve de campanário a um sino de três metros de diâmetro e com mais de 26 toneladas de peso.
Ligado à Cidade de Paris em 1860, Montmartre transformou-se a partir dessa data num importante ponto de encontro de artistas, modelos, bailarinas e intelectuais, os quais animavam a sua vida nocturna, e tendo desse modo contribuindo para a criação de um clima libertário.
Pintores como Degas, Cézanne, Monet, Van Gogh, Renoir ou Toulouse-Lautrec foram, no seu tempo, frequentadores assíduos da zona.
Ainda hoje, nas suas ruas sempre apinhadas de turistas e vendedores, se encontram instalados na via pública artistas a desenhar e pintar ao vivo e a vender directamente as suas obras.
Montmartre é pois, sem qualquer espécie de dúvida, um local de culto quer religioso quer artístico, que deve ser visitado por todos aqueles que tenham a oportunidade de se deslocar a Paris, Cidade da Luz, como é conhecida.
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